quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sobre Trilhos...


Locomotivas pichadas, janelas e portas quebradas dividem espaço com as novas locomotivas, com bancos individuais, janelas fechadas e ventiladores. Porém a insatisfação do usuário continua, pois os vagões fechados são quentes e abafados, o que causa um certo desconforto, além dos atos de vandalismo que continuam acontecendo mesmo nos vagões novos, onde pessoas forçam a abertura das portas com o trem em movimento.
Há quem diga que prefere andar na locomotiva antiga, mesmo correndo risco, pois a maioria das portas não funciona, porém a ventilação é melhor. A insegurança é outra reclamação entre muitos usuários. Nas plataformas onde ficam as paradas não se vê vigilantes, por isso a freqüência de atos de vandalismo.
Quem pega o trem diariamente relata o desconforto, porém a vantagem é que o custo é bem menor do que em outros meios de transporte, o que garante uma economia bastante razoável no final do mês. Em março deste ano, a passagem de trem caiu de R$1,30 para R$1, 00, enquanto a passagem de ônibus custa R$1,80. Já na linha Fortaleza–Maracanaú a passagem de ônibus custa R$2,30, portanto quem anda de trem tem uma economia de R$1,30.
Rafael, 21 anos, estudante de matemática, da UECE, utiliza o sistema ferroviário diariamente para ir a faculdade e nos finais de semana ao Shalom. “Opto pelo trem, quase sempre, pela sua pontualidade, pois sei o horário que vou pegá-lo e que horas chego ao meu destino (Parangaba), também pelo fato de que a passagem do trem custa R$ 0,50, a meia, que na verdade é um Vale trem Meia que se compra em algumas farmácias ou na Estação Central João Felipe, enquanto a do ônibus custa R$ 1,15 (meia), ou seja, se eu fosse, só ida, de ônibus gastaria R$ 5,75 em uma semana, o que daria para ir e voltar de trem durante o mesmo período”, ressalta o estudante.
Muito embora o jovem acredite que o trem é a melhor opção, ele coloca como desvantagem às cenas que já presenciou como a de um homem que caiu da porta e quase foi esmagado, rapazes “surfando” em cima dos vagões e nas portas, e o descaso das pessoas quanto à preservação das locomotivas.
Entre vantagens e desvantagens, o fator que mais contribui para a escolha do trem como meio de transporte, principalmente para quem trabalha ou estuda em outro município, é a questão do preço da passagem. “Aos domingos faço questão de usar o trem que custa R$ 0,50 para todos, enquanto o ônibus daqui de Maracanaú custa R$ 2,30, pois não tem meia nos domingos e feriados”, salienta Rafael.
Matéria realizada por Andréa e Rachel

terça-feira, 29 de abril de 2008

Wikicrimes e Google Maps: uma parceria que está dando certo.


Conhecida como a empresa do século 21, como noticiou a revista Exame, no último dia 3, a Google tem mais ou menos uma década de existência e já é um fenômeno. Os vários serviços e ferramentas possibilitam um resultado excelente em seu serviço de busca na internet, por exemplo, por isso é cada vez maior o número de adeptos e até mesmo de fãs da empresa.
Todas essas vantagens, muitas delas gratuitas, podem e são utilizadas também por organizações, em projetos e até na criação de novos softwares, como é o caso do Wikicrimes, criado pelo professor de informática da Universidade de Fortaleza, Unifor, Vasco Furtado.
Nesta entrevista, Vasco Furtado que também é pesquisador e coordenador da Célula de Engenharia do Conhecimento da Unifor, é bastante explícito em afirmar que o Wikicrimes não teria razão de ser sem o Google Maps, um serviço de mapas oferecido gratuitamente pela empresa.

Andréa e RachelComo surgiu a idéia de criar um software para registrar ocorrências criminais?

Vasco Furtado - Eu estava nos Estados Unidos fazendo o pós-doutorado, ano passado, e lá essa idéia de participação é muito presente, eles usam muitos sistemas livres como a Wikipédia. Como eu trabalho com segurança pública há 10 anos, desde o meu doutorado, então eu tive essa idéia de fazer o Wikicrimes, pois a falta segurança é um problema muito presente no Brasil. Primeiro que os dados da polícia não são confiáveis, pois são incompletos, existe uma grande quantidade de crimes que não são notificados à polícia. Segundo que os dados são monopolizados pela mesma, e eu acho que deveria ser mais público, à disposição de todas as pessoas. Já que a polícia não quer colocar esses dados à disposição, eu achei que a melhor forma de fazer isso seria o próprio cidadão colocar a verdade dele.

A&R - Como é formada a equipe do Wikicrimes?

VF - Na verdade a equipe não é voltada só para o Wikicrimes, eles fazem parte de um grupo de pesquisa coordenado por mim, onde são feitas pesquisas sobre tecnologia para segurança pública. Nós temos vários projetos, mas o Wikicrimes é o mais midiático, e ao todo temos 15 pessoas trabalhando com esses projetos, dentre eles alunos de mestrado, doutorado e graduação.

A&R - De que forma o Wikicrimes está relacionado com a Google?

VF - A Google disponibiliza um serviço gratuito para acessar o seu mapa, então você pode criar aplicações em cima deste. Foi assim que nós fizemos o Wikicrimes, que é uma aplicação, onde o cidadão registra crimes em cima de um mapa, que é do Google Maps. Sem o Google Maps nós não teríamos a condição de fazer o Wikicrimes, pois eu não tenho um mapa mundial com o nível de detalhamento e abrangência que ele disponibiliza, e se fosse comprar isso seria muito caro.

A&R - Que outras ferramentas são utilizadas pelo Wikicrimes?

VF - De ferramenta da Google o Wikicrimes utiliza apenas o Google Maps, o restante foi desenvolvido por nós. Foi feito tudo em Java que é uma linguagem de programação. Você pode imaginar como se fossem duas camadas: uma camada do Wikicrimes que foi o que nós desenvolvemos, e em baixo temos uma camada que é o Google Maps, que interagem entre si.

A&R – O Wikicrimes abrange o mundo todo?

VF - Sim. Se você viajar para a Europa e tiver o infortúnio de ser furtado ou conhecer alguém que foi furtado, você entra no site, identifica o local, puxa o alfinete, marca e descreve o que aconteceu. Depois de colocado, você pode selecionar os crimes, por exemplo, por data, horário, região. Você pode escolher ver só os furtos que ocorreram no último mês em Fortaleza, entre outros detalhes.

A&R – Existe algum tipo de filtro para checar as ocorrências registradas?

VF - Sim. Nós temos algum nível de controle. Primeiro que quando a pessoa registra a ocorrência, ela precisa informar também e-mails de pessoas que vão confirmar o relato dela. Então quanto mais pessoas confirmarem, mas o registro ganha credibilidade. Quando alguma pessoa é assaltada, ou furtada, ela conta para alguém, tanto pra desabafar ou porque ela quer alertar as pessoas para terem mais cuidado naquele lugar. O Wikicrimes vai ser do mesmo jeito, você vai contar e colocar os e-mails de duas ou mais pessoas pra quem você também relatou o acontecido, e estas recebem um e-mail dizendo que o usuário do wikicrimes registrou um roubo, pedindo para que elas cliquem em um link que leva para o crime, lá elas confirmam ou não. Elas também podem colocar uma informação a mais, corrigir a data, interagindo e modificando o registro. Cabe a pessoa que está informando tentar dar credibilidade para o seu registro, anexando à informação, por exemplo, um link de uma matéria de jornal sobre o caso relatado. Já temos uma parceria com o Diário do Nordeste, onde os jornalistas registram os crimes e colocam os links das matérias, então você tem confiabilidade. As pessoas podem colocar vídeos, fotos, o próprio boletim de ocorrência ou o número. Além disso, nós temos um sistema de moderação, onde ficamos vendo o que as pessoas estão escrevendo, porque tem muitos casos onde as pessoas colocam que os políticos são ladrões, apontam o local onde está o Congresso e dizem que lá tem vários ladrões. Essas coisas nós retiramos e mandamos uma mensagem dizendo que não é essa a filosofia. Então nós temos uma certa moderação quanto a isso.

A&R – O programa está sendo bem aceito por parte da população e da polícia?

VF - A visão da população pelo que eu tenho visto é extremamente positiva, recebo e-mails todos os dias me parabenizando, dizendo que vão participar. A população já aceitou, e eu espero que a polícia use as informações do Wikicrimes. Eu acho que uma polícia de respeito tem que usar todas as informações que estão à disposição, para fazer um melhor trabalho. Eu enviei uma correspondência para todas as polícias do Brasil, solicitando que eles coloquem os dados que possuem no Wikicrimes. Estou esperando as respostas. Tudo que é diferente assusta, mas a reação é muito mais positiva do que negativa.

A&R - Caso a ocorrência registrada não seja verídica? Quais são os procedimentos realizados?

VF - Se houver uma prova de que o crime não aconteceu, configura-se a situação que nós chamamos de “situação abuso”, pois no site temos as opções de confirmar o crime, não confirmar ou denunciar que é um abuso. O abuso é quando a pessoa mente ou prejudica alguém, pois o Wikicrimes não tem o objetivo de citar nome de ninguém. Então se a pessoa coloca o nome de outra e a ofende, nós retiramos. Se houver uma denúncia de que o fato não ocorreu, que foi um falso testemunho, nós podemos identificar e retirar. Nós confiamos fortemente nas pessoas, partimos do princípio que estas vão querer fazer o certo, e quem vai verificar se está certo ou errado também são elas. Nós recebemos e-mails de usuários que entram, vêem algo errado e denunciam.
Um ou outro registro falso não é relevante no global. O importante é perceber qual a tendência do crime em uma área. O wikicrimes é voltado para as pessoas, e essas querem saber se o local onde pretendem ir já aconteceu algum tipo de violência, se é seguro.
Nós temos formas de identificar se tem gente querendo fazer uma espécie de burla ou não, temos alguns controles que chamamos “algoritmos de reputação”, nós damos reputação para as pessoas que estão informando. Começamos com um tempo a fazer um cálculo de quão confiável ou quanta reputação aquela pessoa tem. Tem algumas estratégias que eu não vou dizer, pois essa é a nossa “fórmula de sucesso”, até porque se nós dissermos as pessoas vão começar a fazer contra, mas a gente tem algumas ferramentas que identificam as falsas denúncias.

A&R – Através do Wikicrimes podemos saber qual bairro de Fortaleza é o mais violento?

VF - O Wikicrimes não vai dizer qual o bairro mais violento, ele pode dizer onde há maiores registros de violência, o que é diferente. Hoje a cidade que mais participa registrando crimes no Brasil é Fortaleza. O Rio de Janeiro tem participado bastante nas últimas semanas. Então existem regiões em que há uma participação maior das pessoas, onde os registros estão sendo efetuados. Não é o objetivo do programa ficar fazendo essa comparação como se fosse dado criminal oficial de quem é mais violento. Você pode ter uma área em que simplesmente não houve participação, o que não significa dizer que aquela área é tranqüila. Para o cidadão o importante é saber o que está acontecendo nos lugares onde freqüenta.
Pode ser que no futuro a gente possa fazer esse tipo de comparação quando nós tivermos mais instituições oficiais colocando seus dados. Dessa forma nós poderemos comparar a partir de dados oficiais, mas inicialmente nós não estamos pensando nesse tipo de trabalho, pois isso interessa mais para a polícia do que para o cidadão. Eu estou mais preocupado em responder as perguntas das pessoas.

A&R – Essa é a versão final do Wikicrimes?

VF - Não. O wikicrimes ainda está na versão Beta, o que significa dizer que o sistema ainda não está acabado, está o tempo todo evoluindo. Ele vai ficar Beta ainda durante algum tempo. Semana que vem provavelmente ele estará com uma versão nova, onde o usuário poderá ter uma pesquisa mais detalhada: registros do Diário do Nordeste, registros da polícia de determinado lugar entre outros.Vamos colocar uma versão do Wikicrimes no Orkut, onde o mapa ficará na página do usuário. Atualmente os crimes existentes no programa são aqueles que as pessoas não notificam a polícia, como roubos e furtos, e em outra parte os que são mais violentos como homicídios, mas estamos querendo aumentar para denúncias de tráfico de drogas, uso de entorpecentes.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Celular ou Mini Computador?

Essa nova fase de convergência midiática, nos disponibiliza várias opções de mídias e veículos que convergem, conectando-se uns com os outros. Televisão, rádio, celular, interagem entre si em um ambiente cada vez mais colaborativo, onde o consumidor é influenciador direto na criação de conteúdo. Essa nova mídia propõe uma forma de comunicação que rompem as barreiras de tempo e espaço.

O celular que antes era apenas um telefone móvel, hoje dispõe de vários serviços, como o envio de mensagens, fotos, rádio, MP3, vídeos, internet entre outros. E isso só tende a evoluir.

Em uma conferência realizada no Rio de Janeiro, empresas mostraram serviços para as operadoras de telefonia. Um deles permite que você programe o direcionamento de suas ligações: para o telefone da empresa durante o expediente, para sua casa nos finais de semana e para o celular quando estiver viajando.

O serviço também permite que mensagens de texto sejam convertidas em mensagens de voz e direcionadas para caixa postal de um telefone fixo ou vice-versa. Outro recurso mostrado foi a videoconferência através celular. Você pode ao mesmo tempo assistir a conferência virtualmente, compartilhar arquivos, e assistir um canal de televisão pela internet.

“O uso de Internet e de celular (ao menos dos serviços de valor agregado - além da voz) é relativamente recente no Brasil, mas os brasileiros estão adotando estes serviços em um número e freqüência de utilização cada vez maior”, afirma Axel Meyer, chefe de design da Nokia mundial, em entrevista para o site da UOL. Para ele o celular já substitui o computador, pois o mesmo pode ser um PC multimídia.

Isso que é Convergência Midiática!

terça-feira, 25 de março de 2008

Web 2.0: A nova fase da Internet.


A web 2.0 é uma nova interface que nos permite mudar ou propor mudanças a partir do momento que interagimos e nos articulamos uns com os outros. Dessa forma tornamos as ferramentas da internet mais fáceis e acessíveis para todos os usuários que mergulham nesse universo.
Temos a opção de personalizar a internet de acordo com nossas necessidades diárias. As notícias dos sites que mais visitamos, podem ser enviadas para nós através de links ou por e-mail, onde podemos escolher o que receber, e ainda se queremos a notícia na íntegra ou apenas o título. A idéia é criar um “jornal pessoal”, já que estamos envolvidos em um mundo repleto de informações e dispomos de pouco tempo para absorver tudo.
Essa ferramenta reduz o tempo que gastaríamos na visitação de um site em busca de notícias que nos interessam. Mas precisamos ter cuidado para não nos alienar, pois essa é apenas uma forma de chegar mais rápido nas informações que consideramos mais importantes, o que não quer dizer que devemos nos fechar nessa agência de notícias particular.
Esse mecanismo é novo, e por isso ainda esbarramos em certas dificuldades para lidar com esses programas, mas a web 2.0 permite que seus usuários enviem idéias e sugestões que venham a facilitar sua utilização. Daqui a algum tempo ficará bem mais simples, já que o objetivo é trocar informações e estabelecer redes de interação.

terça-feira, 11 de março de 2008

Blog: Novo estilo jornalístico.

O número de jornalistas que se utilizam dos blogs como ferramenta de trabalho ou até mesmo como uma forma de fuga da mídia tradicional, é crescente.
A questionada liberdade de expressão junto à linguagem simples e objetiva que esta ferramenta proporciona, traz a idéia de aproximação e intimidade entre locutor e receptor, o que pode ter um efeito muito maior sobre os visitantes que os sites de veículos tradicionais. Isso faz com que as grandes corporações sintam o peso dessa ferramenta e se rendam diante da mesma, levando seus jornalistas para a internet.
Os jornalistas que possuem blogs pessoais expõem idéias e opiniões críticas sobre diversos assuntos, o que a impessoalidade da mídia tradicional não os deixa fazer. É por esse motivo que muitos profissionais da área estão virando “blogueiros”, tornando seus blogs uma extensão do seu trabalho jornalístico, onde podem colocar a notícia sem edições, sob seu olhar crítico, narrando todo o percurso dos fatos.
Até um tempo atrás, os blogs continham muitos textos. Atualmente existem várias ferramentas que podem dar mais interatividade, como os links, figuras, enquetes, atraindo ainda mais a atenção do leitor.
Esse novo estilo jornalístico vem ganhando espaço dentro dos grandes veículos de comunicação, o que nos coloca em questionamento sobre a liberdade que essa ferramentas tem dado aos profissionais de comunicação. Será que essa tão sonhada liberdade será engolida pelas corporações? Ou teremos uma pseudo-liberdade, já que os jornais possuem regras que precisam ser seguidas?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


OSCAR
Drama sanguinário “Onde os fracos não têm vez” recebe oito indicações ao Oscar.

MUNIDOS DE ALTAS DOSES DE VIOLÊNCIA E SANGUE, A TRAMA É UMA PARÁBOLA SOBRE A DESILUSÃO NA NATUREZA HUMANA. OS IRMÃOS COEN RECONSTROEM COM ORIGINALIDADE AS NARRATIVAS E TIPOS HUMANOS DO FAROESTE, FUGINDO DOS ESQUEMATISMOS DE HOLLYWOOD.

O filme se passa nas paisagens vastas do Texas, anos 80. O narrador, xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), fala de um tempo em que as autoridades nem precisavam empunhar armas para provar sua moral.
A ação começa quando o caçador Llewelyn Moss (Josh Brolim), ao tentar abater um cervo, erra o alvo. Na seqüência , Anton Chigurh (Javier Bardem) encontra-se detido em uma delegacia onde enforca impiedosamente um policial com suas algemas. O destino dos dois se une quando Moss se depara com um cenário de confronto: caminhonetes abandonadas, cadáveres crivados de balas, um carregamento de drogas e uma maleta entupida de dólares. Ao apropiar-se da maleta começa a ter sérios problemas. O psicopata Chigurh - que mata suas vítimas com um potente cilindro de ar comprimido é enviado para persegui-lo. Homem calejado que parece já ter visto de tudo na vida, ele funciona como um mediador dessa maquinação e serve para a obstinação de Chigurh e a errância de Llewelun.
O filme recebeu 82 menções nas principais premiações do último ano, incluindo a Palma de Ouro em Cannes. O ator Javier Bardem foi vencedor na categoria Melhor ator coadjuvante no Globo de Ouro e no British Academy of Film and Television Arts (Bafta).
É de se estranhar o alto número (oito) de indicações ao Oscar, já que não há quase nenhuma concessão comercial. Sem dúvida é um filme para quem realmente aprecia cinema.